HGNI recebe 33 novos residentes e reforça formação de especialistas na Baixada Fluminense
O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) abriu um novo ciclo na formação médica da rede pública. A unidade apresentou, nesta quarta-feira (4), 33 novos médicos residentes que passam a atuar nos programas de especialização do hospital, referência em urgência e emergência na Baixada Fluminense.
Reconhecido pelo Ministério da Saúde como hospital de ensino desde a década de 1990, o HGNI combina atendimento de alta complexidade com formação prática. Agora, a unidade passa a contar com cerca de 80 médicos em especialização, distribuídos em 12 programas: anestesiologia, cirurgia geral, clínica médica, cirurgia vascular, infectologia, ginecologia, medicina de emergência, medicina intensiva, ortopedia, pediatria, endoscopia digestiva e neurologia.
A diversidade de casos e o volume de atendimentos atraem profissionais de diferentes estados. A médica Ellen Prado, de 24 anos, deixou o Norte do país para cursar pediatria na Baixada. Escolheu o hospital pela intensidade da rotina e pelo aprendizado prático. “Aqui temos contato com situações no dia a dia muito diferentes. Isso faz toda a diferença na nossa formação”, afirmou.
Para Vander Oliveira, de 39 anos, a residência em ortopedia representa um retorno às origens. Morador de Nova Iguaçu, ele começou no hospital em 2005, como técnico de enfermagem. Duas décadas depois, volta como médico residente. “O HGNI tem perfil de hospital-escola. Aprende-se na prática, com orientação e apoio. É a realização de um ciclo para mim”, destacou.
Segundo o diretor-geral da unidade, Ulisses Melo, a procura crescente confirma o reconhecimento institucional. Neste ano, a Cirurgia Geral do HGNI foi o terceiro programa de residência mais disputado do estado do Rio de Janeiro. “O interesse pela unidade é resultado da rotina intensa e do compromisso das equipes em formar bons especialistas”, afirmou.
O ingresso no programa ocorre por meio do Exame Nacional de Residência (ENARE). A formação dura de dois a três anos, com atividades práticas supervisionadas pela Comissão de Residência Médica (COREME). Ao final do período, os profissionais recebem o título de especialistas.
