Prevenção se aprende na escola em Nova Iguaçu
“Aprendi que com um simples pluviômetro no quintal de casa podemos salvar vidas, pois podemos medir a quantidade de chuva que cai na região, alertando moradores e vizinhos sobre riscos de inundações. Agora sei que se cair muita água, devo alertar a Defesa Civil”. A emoção é de Maria Clara de Paiva Almeida, de 10 anos, aluna do 6º ano da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila de Cava, que recebeu, nesta terça-feira (4) a primeira edição do ano do projeto “Escolas Seguras – Desenvolvendo a Resiliência Através da Educação”, realizado pela Secretaria de Defesa Civil de Nova Iguaçu. A ação, que acontece até a próxima sexta-feira, vai envolver 668 alunos da escola, que participarão de oficinas, palestras e treinamentos com o objetivo de desenvolver a cultura de prevenção e percepção de riscos a desastres na comunidade escolar e por consequência em toda a cidade, elevando a resiliência, reduzindo riscos e evitando mortes.
“Além de aprender a fazer o pluviômetro, descobri que há pontos em Nova Iguaçu com risco de inundação e deslizamento de terra. Quero ser um multiplicador e ensinar outras pessoas que desconhecem os riscos. Já quero mostrar o que aprendi aos meus pais”, contou entusiasmado, o pequeno Victor Emanuel da Silva, de 11 anos.
O projeto é uma parceria das secretarias de Defesa Civil e de Educação. Nesta quarta-feira (5), os alunos continuam participando de oficinas com técnicos da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM) e da Uerj. Além de aprender a confeccionar pluviômetros com garrafas pet, os estudantes participarão de jogos interativos e poderão observar um Simulador de Fenômenos Naturais.
Na quinta-feira, acontece o treinamento de evacuação da escola. No exercício, após um alarme ser disparado devido a um suposto incêndio, todos saem da unidade em um tempo pré-determinado, conforme protocolo ensinado pela Defesa Civil. Já na sexta, acontece o exercício simulado em dois horários: 10h e 14h. Os alunos vão colocar em prática o que aprenderam ao longo da semana, evacuando a escola num rápido tempo e de forma correta, com segurança. O exercício também vai beneficiar funcionários e professores.
Francisco Dourado, coordenador do Centro de Pesquisas de Estudos de Desastres da Uerj, explicou que o exercício com o simulador de fenômenos naturais é fundamental para os alunos. “Nesta caixa de areia mostramos como é a forma do relevo e identificamos quais as áreas que são mais íngremes, ou seja, que tem o morro mais vertical ou áreas mais planas. Podemos ensinar como prever um desastre natural”, explicou.
Este ano o projeto “Escolas Seguras-Desenvolvendo a Resiliência Através da Educação” vai passar por sete escolas da cidade. As ações tem como base os pilares estabelecidos pela ONU em seu programa “Iniciativa Mundial para Escolas Seguras”. Os eixos principais são como fazer uma análise de risco do prédio escolar, saber quantas saídas de acesso há no local e se tem placas de sinalização, por exemplo. O projeto é destinado a treinar o aluno, para que ele possa perceber os riscos que pode estar exposto. Iniciado em 2017, o projeto Escolas Seguras já contemplou 17 escolas (14 somente em 2018) de Nova Iguaçu.

