Profissionais do HGNI são capacitados no atendimento antirrábico humano

Médicos e enfermeiros do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) estão sendo capacitados sobre os procedimentos para tratamento preventivo da raiva humana. O trabalho, realizado pela Vigilância Epidemiológica do município, visa capacitar as equipes para atendimento dos casos de pessoas que sofreram mordeduras de animais domésticos (cães e gatos), silvestres (morcego) ou de produção (bovinos, suínos e equinos) com suspeita de contaminação de raiva.

No total serão cinco dias de treinamento (21, 24, 29 e 30/01; 01/02). As palestras são ministradas pelos veterinários José Kleuver, Virginia Sequeira e Maria Gloria Cardozo, e as enfermeiras Barbara Varella e Madelon Alves, da Superintendência de Vigilância Epidemiológica de Nova Iguaçu. Os temas abordados visam reforçar as medidas preventivas a serem tomadas pelos profissionais da saúde no atendimento a acidentes com animais, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

Apesar de Nova Iguaçu não ter registrado casos de raiva humana nos últimos vinte anos, a quantidade de cães e gatos que vivem nas ruas é grande, o que leva algumas pessoas a procurar a emergência do hospital em caso de contato agressivo. Em 2018, o HGNI atendeu 73 pessoas vítimas de mordeduras, sendo 61 por cães e 12 por outros animais.

“A capacitação é importante para estreitar o protocolo de como utilizar o soro antirrábico, principalmente para os profissionais que ficam na emergência e lidam diretamente com o paciente. É preciso fazer a prevenção e a indicação correta do tratamento no pronto atendimento”, explica o diretor geral do HGNI, Joé Sestello.

Durante o atendimento, o paciente relata ao médico e enfermeiro como aconteceu a agressão e responde a perguntas sobre os hábitos do animal. Se for constatada a necessidade de tratamento, o paciente é encaminhado para uma unidade de saúde especializada. “O soro antirrábico é aplicado na emergência e o paciente referenciado para tratamento preventivo com vacina. Se ele for de Nova Iguaçu, fará a prevenção no Vasco Barcelos, se não, a secretaria de saúde de seu município é notificada e ele será encaminhado para o centro de saúde de onde mora” explica a veterinária Virginia.

A raiva humana é uma infecção que afeta o sistema nervoso e quando instalada, é mortal. A transmissão ocorre através de agressões por parte do mamífero infectado A pessoa que teve o contato com o animal deve lavar a ferida imediatamente com água corrente e sabão, e procurar uma unidade de saúde. “A melhor forma de evitar a transmissão da raiva é manter os animais domésticos vacinados. Caso aconteça o contato, é imprescindível procurar uma unidade de saúde e fazer o tratamento indicado, sem faltar às vacinações”, reforça Maria Glória Cardozo.

A enfermeira da emergência, Carla Maximo, atendeu um caso de mordedura no ano passado, e orientou de maneira correta como o paciente deveria proceder. Para ela, capacitações deste tipo auxiliam a equipe de saúde a prestar o melhor atendimento. “Estar capacitado significa investir em conhecimento profissional para auxiliar o paciente, principalmente em casos que não são rotineiros como esses. Saio satisfeita com este evento”, conclui ela.