Defesa Civil recebe curso sobre desastres naturais
Possibilitar o mínimo de noções básicas sobre desastres naturais aos voluntários e agentes da Defesa Civil de Nova Iguaçu. Esse foi um dos objetivos do curso ‘Noções básicas sobre desastres naturais com ênfase em movimento de massa. Análise de casos no estado do Rio e outros’, coordenado pela Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil e Ministrado pelo Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio (DRM-RJ). O evento aconteceu nesta terça-feira (27), no auditório da Secretaria Municipal de Educação e reuniu cerca de 60 pessoas.
“A ideia é dar o mínimo de noções básicas e conhecimentos aos voluntários e agentes. Eles precisam saber os conceitos básicos de geologia para identificar um possível risco. Focamos muito em movimento de massa, pois os escorregamentos de terra são perigosos. Se os moradores avistarem uma trinca, já podem alertar a Defesa Civil, até mesmo para evitar o que aconteceu em Niterói, onde um deslizamento matou mais de dez pessoas”, explicou a diretora do DRM-RJ e presidente da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE) núcleo Rio de Janeiro, Aline Freitas da Silva.
No início deste mês, técnicos do DRM fizeram um mapeamento do risco de deslizamento de encostas na região de Austin, no Morro do DPO. O trabalho foi feito através de um conjunto de análises, que vão desde a inclinação do terreno, o tipo de solo e as condições dos imóveis, se estão localizados em encostas e se a região já sofreu com deslizamentos anteriores. “Ano passado mapeamos a localidade de Tinguazinho. Sobre Austin, ainda estamos elaborando o relatório sobre o resultado”, acrescentou Aline.
Para o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Jorge Ribeiro Lopes, os voluntários e líderes comunitários podem ser fundamentais para alertar sobre riscos de deslizamentos em seus bairros. “No curso foram passadas noções de percepções de riscos, pois em nossa cidade há alguns pontos de deslizamento e as pessoas que moram nestas áreas precisam se prevenir. Eles podem nos passar informações para que possamos atuar no local o mais rápido possível. Os moradores acabam tendo uma visão diferenciada e criam uma rotina e comportamento resiliente”, explicou o subsecretário. Segundo ele, o curso foi ministrado pela geóloga do DRM que tem a competência no estado de fazer toda a análise de risco de deslizamento e rolamento de pedras.