Artesãs participam de primeira feira do Polo Jardim Iguaçu
“Entrei em uma depressão profunda quando a minha mãe faleceu e foi o artesanato que me salvou”. A declaração é da professora Jeanne Zuldan, uma das idealizadoras do Polo Jardim Iguaçu de Artesanato, localizado na Praça da Rua Havana, no bairro Comendador Soares. A feira foi lançada neste sábado (19), por meio da Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (Fenig), que já possui outras espalhadas pela cidade. O polo está em fase experimental. A ideia é expor o trabalho de 19 artesãs do bairro e de regiões próximas a cada 15 dias, sempre aos sábados.
Tricô, crochê, bordados, peças produzidas com recicláveis e pedrarias, biscuit, patchwork, entre outras técnicas compõem os trabalhos das artesãs, que já faziam parte de um projeto social chamado ‘Amigas Artesãs’ de Jardim Iguaçu. “Esse projeto existe há três anos. Através dele, pudemos nos organizar. Participávamos de feiras em festas de igrejas e de escolas, mas foi através da Fenig que passamos a trabalhar legalmente, em locais autorizados pela prefeitura e em barracas padronizadas. Isso nos trouxe tranquilidade”, conta Lucilene Pimenta, também idealizadora do Polo Jardim Iguaçu.
A artesã e professora Sônia da Silva, apaixonada pelo magistério, descobriu na produção de peças lúdicas uma forma de agregar o trabalho dentro das salas de aula. “Meus maiores clientes são as escolas e os professores. Eles amam o meu trabalho, pois complementa, de forma divertida, o que eles desenvolvem em sala. A criançada ama”, diz Sônia.
Jeanne, Lucilene, Sônia e as outras 16 artesãs também participam das feiras de artesanato da Praça Zumbi dos Palmares, no bairro Jardim Iguaçu, uma vez por mês, aos sábados; da feira da Rodoviária Antônia Flores, em Comendador Soares, às quintas; e da feira da Praça Rui Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu, às quartas e sextas-feiras. “É importante ter esse novo polo aos sábados porque muitas artesãs precisam dessa oportunidade para complementar a renda familiar. Muitas trabalham durante a semana. Sem falar no amor e no prazer que elas têm de participar disso tudo”, conta Zuldan.