Nova Iguaçu faz simulação para Sistema de Alerta Comunitário para Chuvas Intensas
A Defesa Civil de Nova Iguaçu realizou neste domingo (7) a primeira simulação de um plano estratégico de desocupação que será ativado pelo Sistema de Alerta Comunitário para Chuvas Intensas. A implementação do sistema é uma iniciativa da prefeitura com objetivo avisar com antecedência a população que reside próximo a rios através de mensagens via SMS, em caso de chuvas fortes ou enchentes.
A ação aconteceu em Comendador Soares, próximo ao Rio Botas. Ao todo, participaram 26 agentes da Defesa Civil e 20 voluntários. Durante toda manhã foram disparados quatro alertas aos moradores da região que já estavam cadastrados. As mensagens indicavam os dois pontos de encontro que servirão de abrigo para os moradores em caso de situações reais. Em Comendador Soares os pontos de apoio ficam nas igrejas Assembleia de Deus Ministério Boa Novas (rua Santa Luzia, 59, próximo ao DPO) e Jardim Primavera (rua Alice, 115, próximo a piscina Ouro Verde).
Os agentes também visitaram as residências cadastrando novas famílias. Na região, cerca de 300 famílias moram em torno do Rio Botas.
“A estratégica de criar dois pontos de apoio em lados opostos é fazer com que os moradores evitem atravessar o rio, se afastando o máximo possível das margens. A meta é ampliar este sistema para que até o final do ano todo município esteja coberto. Além disto, em parceria com Departamento de Recursos Minerais (DRM/RJ), vamos fazer a identificação e mapeamento das áreas em risco de desastres no município, o que não foi feito na gestão passada”, garante o subsecretário de Defesa Civil, Jorge Ribeiro Lopes.
Morador do bairro há 27 anos, o servidor público Jonas Pereira Ribeiro, de 61 anos, já presenciou muitas enchentes no bairro e elogiou a ação.
“As ruas aqui enchem até a altura do joelho ou mais. Este sistema de alerta é muito importante para avisar sobre os riscos com antecedência e orientar moradores que na hora da enchente ficam sem saber para onde ir. Faço questão de me cadastrar para ficar em alerta e poder ajudar também os vizinhos. Isso pode salvar vidas”, afirma Jonas.