Nova Iguaçu promove seminário “Água Iguassú” no Dia Mundial da Água

Os problemas no abastecimento de água em Nova Iguaçu foram tema nesta quarta-feira (22) do seminário “Água Iguassú”, evento promovido pela prefeitura de Nova Iguaçu através da secretaria de Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo em parceira com outras secretarias, no auditório da UFFRJ, campus Nova Iguaçu. Durante o encontro, que reuniu representantes da sociedade civil, do poder público, da Cedae, dos comitês de Bacia do Guandú e da Baía de Guanabara, ONGs ambientalistas e associações de bairro, o prefeito Rogerio Lisboa cobrou da companhia soluções urgentes para acabar com a falta de água no município. O seminário marcou ações na cidade pelo Dia Mundial da Água.

Outro tema debatido foi o saneamento básico. No município, segundo dados da secretaria de Infraestrutura, apenas 15% do território recebe tratamento de esgoto. A meta é de que até 2022, sejam 75%.

“Temos a maior adutora do Estado em Nova Iguaçu e a população continua a sofrer com problemas constantes de abastecimento. Isto é inadmissível. A Cedae está desenvolvendo um projeto com investimento de quase R$ 3,4 bilhões para Baixada. Como gestor vou acreditar e cobrar até que todo este investimento resulte em água na torneira dos iguaçuanos”, afirmou.

Segundo o diretor de engenharia da Cedae, Humberto Melo, as obras já começaram e estão divididas em duas etapas, incluindo a construção, reforma e ampliação de adutoras e reservatórios. Em Nova Iguaçu, as intervenções seguem no trecho que cortam o bairro de Austin. Até julho de 2018 todo município deverá ser contemplado.

“O Programa de Abastecimento na Baixada vai representar mais de 12 litros de água por segundo para a região metropolitana. Este é o maior investimento da Cedae nos últimos 10 anos 10 anos na Baixada e será finalizado até julho de 2018”, garantiu.