Saúde de Nova Iguaçu promove seminário sobre saúde da população negra
Profissionais de saúde de Nova Iguaçu se reuniram nna terça-feira (3/11) durante o “Seminário de Saúde da População Negra – Mais Respeito, Menos Preconceito”. O evento promovido pela Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu, teve como objetivo discutir como o preconceito racial pode prejudicar a assistência em saúde e abordou temas como o racismo institucional, a redução das desigualdades e as doenças mais comuns entre os negros.
A discriminação em unidades de saúde pode ser traduzida em números. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, a mortalidade infantil entre as crianças brancas foi reduzida em 43% enquanto entre as crianças negras a queda é de apenas 25%. Outro dado que chama a atenção é a mortalidade materna, que entre as mulheres pardas é de 41,5% e de 12,3% entre as mulheres brancas.
“Infelizmente o preconceito ainda é presente na sociedade brasileira e precisamos encarar isso de frente chamando a atenção de nossos profissionais para essa realidade. É inadmissível que um negro tenha tratamento diferente de um branco ou que um homossexual seja tratado com preconceito dentro de um posto de saúde, por exemplo, mas isso ainda acontece.Trazer esse debate para nosso dia a dia é fundamental e esse é o nosso objetivo”, explicou o secretário de Saúde Luiz Antônio Teixeira Jr.
Durante o evento, os profissionais receberam uma cartilha com um resumo sobre as doenças mais comuns entre a população negra e locais de referência em tratamento dentro da rede municipal. A pré-eclâmpsia – hipertensão arterial na gravidez -, a anemia falciforme e a diabetes são algumas das doenças mais prevalentes entre os negros.
O seminário ministrado pelos enfermeiros Ricardo de Mattos e Roberta Georgia dos Santos, abordou também a discriminação de gênero e de orientação sexual em unidades de saúde. “Achei ótimo porque muitos dos assuntos sobre os quais falamos hoje ainda são tabus para muita gente. Nós trabalhamos com promoção da saúde, que deve ser comum a todos, não podemos esquecer isso”, afirmou o enfermeiro Luiz Carlos Silva.