Hospital da Posse capacita profissionais de saúde para Classificação de Risco

Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na emergência do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI/Hospital da Posse) participaram nesta semana de mais um curso de capacitação e atualização sobre as normas vigentes na Classificação de Risco. Cerca de 50 profissionais foram capacitados. Os cursos desenvolvidos pela Prefeitura de Nova Iguaçu, através da Secretaria Municipal de Saúde para os profissionais de saúde são periódicos (a cada três meses em diversas áreas) e tem como objetivo preparar o profissional para um atendimento mais rápido, qualificado e humanizado.

No Protocolo de Acolhimento e Classificação de Risco, adotado pelo Hospital da Posse desde 2013, por recomendação do Ministério da Saúde, o atendimento é priorizado pelo grau de risco e identificado por cores – vermelho e amarelo (casos mais graves) e azul e verde (casos com menor gravidade, sem risco de vida imediato). Dos 83 mil pacientes classificados este ano, 34% foram vermelho ou amarelo. Azul e verde representaram 50% do total.

O mesmo sistema é também praticado na Maternidade Municipal Mariana Bulhões e na rede de pronto-atendimento, como na Unidade Municipal de Pronto Atendimento 24h, em Comendador Soares e nas Clínicas da Família com atendimento 24h.

“A rede pública de saúde de Nova Iguaçu tem um demanda diária muito grande de pacientes, especialmente no complexo hospitalar, com o Hospital da Posse e a maternidade. No atendimento por ordem de chegada, o tempo de espera é maior. A Classificação de Risco trás mais agilidade, garantindo o primeiro atendimento no tempo adequado com mais segurança para o paciente”, esclarece o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior.

Na prática, todos os pacientes que procuram atendimento passam por uma triagem feita por uma enfermeira e um médico. A partir desde momento, o paciente é direcionado imediatamente ao atendimento (casos graves) ou aguarda para ser atendido no consultório. Com exceção dos pacientes que chegam diretamente pela emergência (gravíssimos), estes já entram na classificação vermelha.

O diretor da unidade, Joé Sestelo, explica que nos casos classificados como verde, o tempo de espera é, em média, de até duas horas. “Todos os pacientes que procuram atendimento passam pela classificação. Nossa unidade é de emergência, mas alguns casos podem ser direcionados para o pronto-atendimento nos postos, Upas ou clínicas da família do município. Um paciente com sintomas de resfriado, por exemplo, é classificado como azul, com tempo de espera para atendimento em até quatro. Neste caso, ele é orientado a procurar uma dessas unidades referenciadas ou pode também aguardar. Com isso, conseguimos agilizar mais o atendimento nas cores vermelha e amarela”, garante.

Com dores no corpo e falta de ar, a dona-de-casa, Conceição de Almeida da Silva, de 57 anos, elogiou o método. “Apesar de querer ser atendida rápido, entendo que hoje posso esperar um pouco mais para que um paciente mais grave tenha prioridade. Desde forma, fica mais organizado. Afinal, um dia eu também posso precisar.”, afirma.