Nova Iguaçu capacita agentes de saúde para combater violência contra mulheres

A Prefeitura de Nova Iguaçu continua investindo em ações para combater a violência contra as mulheres. Hoje, através da Secretaria de Assistência Social (Semas), foi realizado um curso de capacitação de 400 agentes de saúde.

A atividade aconteceu pela primeira vez no município, no Espaço Municipal da Terceira Idade. Com a finalidade de implantar políticas intersetoriais, o curso oferece informações e orientações para a detecção e diminuição da violência contra a mulher na cidade.

A capacitação está sendo ministrada pela coordenadora de Políticas para Mulheres de Nova Iguaçu, Patrícia Xavier. Segundo ela, os agentes de saúde foram escolhidos porque são eles que visitam as residências e trabalham diretamente com a população. “Queremos erradicar o problema pela raiz. Muitas mulheres estão sofrendo violência, mas não sabem. Com os agentes de saúde detectando, conseguiremos inserir essas mulheres em projetos sociais, diminuir os casos de violência e óbitos na cidade”, avalia a psicóloga.

A secretária de Assistência Social, Cristina Quaresma, abriu o evento e alertou sobre o aumento dos casos de violência em Nova Iguaçu. “De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), Nova Iguaçu é a cidade que mais registrou ocorrências de violência contra mulher. Foram 9.166, somente em 2014. Precisamos dar um basta neste problema. O curso vai contribuir com o rompimento do ciclo da violência. A comunicação é a arma da cidadania”, explicou ela.

A região de Austin registou o maior número de ocorrências (582), seguido do Centro (565) e Comendador Soares (422). As formas de violência, tipos de crimes, detecção de situação de risco e os programas sociais que as vítimas podem ser encaminhadas fizeram parte do conteúdo do curso.

Agente de saúde há dez anos, Antônio Cristino dos Santos, 66, aprovou a capacitação. “Atuo entre o KM 32 e o KM 34. São muitos os casos que acompanhamos. Com este curso, vamos detectar as situações de violência antes mesmo que agressões físicas aconteçam”, concluiu.