Salas de acolhimento do Projovem permitem que mães voltem a estudar

Bonecas, carrinhos, quebra-cabeça, massa de modelar e muita brincadeira marcam as noites de dezenas de crianças e até bebês de colo. A maioria delas frequenta aulas no horário regular retornam às 18h30 para acompanharem seus pais, na difícil tarefa de retomarem os estudos, por meio do Programa Projovem Urbano.

E para pesquisar como andam estes espaços, chamados de salas de Acolhimento, que duas consultoras do Ministério da Educação (MEC) passaram três dias visitando as Escolas Municipais Professora Maria Cândida Sobreira Vianna, América Xavier da Silveira, Flor de Lis e Nicanor Gonçalves Pereira.

O objetivo foi pesquisar como estão implementadas, gerenciadas e como as crianças são acolhidas nas escolas que oferecem o Programa. O acompanhamento está sendo realizado em cinco regiões do país e no Sudeste Nova Iguaçu foi o único município escolhido. Segundo a pesquisadora, Mary Garcia Castro, o resultado do trabalho poderá ser publicado em um livro.

Elas conversaram com professores, alunos e com as crianças que passam três horas com as acolhedoras. Para a maioria das mães, sem a sala de acolhimento não seria possível retomar os estudos. É o caso de Bárbara Sanny Ferreira Montoto, 24 anos.

“Não tenho confiança em deixar minha filha com ninguém. Só confio em minha irmã e ela também estuda aqui. Por isso a sala de acolhimento é tão importante para nós”, contou a mãe de Nicolle Montoto de Oliveira.

Ela disse isso porque mesmo em sala de aula, as mães podem estar em constante contato com os filhos. Os bebês de colo, por exemplo, sempre são levados às mães na hora da mamada.