Nova Iguaçu começa a vacinar contra sarampo e poliomelite neste sábado (8)

As crianças a partir de seis meses até cinco anos incompletos devem ser vacinadas contra a poliomelite entre os dias 8 e 28 de novembro. No mesmo período, estará disponível a vacina contra o sarampo, que deve ser aplicada nos pequenos a partir de um ano até menores de cinco anos de idade. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu é de vacinar mais de 43 mil crianças contra o sarampo e mais de 49 mil contra a poliomelite até o fim da Campanha Nacional de Vacinação, que tem a meta de atingir 95% do público-alvo. Neste ano, o Dia D de Mobilização Nacional será realizado em dois momentos: no primeiro dia da campanha, 8 de novembro, e no dia 22.

Neste sábado (8), 55 unidades de saúde de Nova Iguaçu funcionarão com a aplicação das vacinas entre 8h e 17h (veja a lista completa no site www.saudenovaiguacu.com.br). “Toda a campanha de vacinação só pode ser considerada um sucesso se contarmos com a participação da população, por isso, é fundamental que todas as crianças dentro da faixa etária sejam levadas aos postos de saúde e imunizadas contra essas doenças que são graves e podem ser evitadas”, ressaltou o secretário de Saúde Luiz Antônio Teixeira Júnior.

A vacinação contra a poliomielite – responsável pela paralisia infantil – será aplicada em sua forma oral, as famosas gotinhas. Apenas as crianças que não tiverem recebido nenhuma dose da vacina, ou seja, que tenham perdido as primeiras doses do calendário vacinal, que começa aos dois meses de idade, tomarão a vacina pela via injetável.

Já a vacina tríplice viral, destinada à vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola, será aplicada apenas pela via injetável. Trata-se também de um reforço que deve ser aplicado inclusive nas crianças que estão com o cartão de vacinação em dia. Não devem tomar a dose, aqueles que receberam a vacina a menos de 30 dias.

As crianças maiores de um ano e com menos de cinco anos poderão tomar as duas vacinas de uma só vez seguramente, mas as aplicações devem ser evitadas em crianças com infecções agudas febris, alergia grave a algum componente das vacinas e reação grave à dose anterior. No caso da pólio é raro o surgimento de reação adversa. A imunização contra o sarampo pode causar febre, dor no local da injeção e vermelhidão.

POLIOMIELITE NO BRASIL – Segundo o Ministério da Saúde o Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Desde então, não houve novos casos registrados e, em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território.A continuidade das campanhas de vacinação é fundamental para evitar a reintrodução da doença no país.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral.

SARAMPO – De acordo com o Ministério da Saúde, os últimos casos de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000 e, desde então, os casos registrados foram importados ou relacionados à importação. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados no país, com concentração em Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença e com o fluxo de turismo e comércio entre os países o risco de contaminação se eleva.

O sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, manchas avermelhadas, coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A única forma de prevenção é por meio da vacina.