Educação investe na criatividade dos professores para incentivar a leitura

Os antigos aventais usados na cozinha desde a época das vovós viraram instrumento lúdico para estimular o gosto pela leitura na Rede Pública Municipal de Nova Iguaçu. Com eles, histórias da Branca de Neve, Arca de Noé e tantos outros clássicos ficam ao alcance dos estudantes que podem interagir com o professor. Além disso, caixas tetra pak se transformam em fantoches de sapos, ratos, leões, vacas, lobos e jacarés, conhecidos personagens da literatura infantil.

Todos estes instrumentos são aliados importantes para os Incentivadores da Leitura e professores de ILPT-Incentivo à Leitura e a Produção Textual, que tem a tarefa de transformar o gosto pela leitura em uma ação prazerosa para crianças, adolescentes e jovens.

A criatividade dos professores é estimulada nas oficinas de fantoche, bonecos e tetra pak realizadas pela equipe de Formação da Secretaria Municipal de Educação, coordenadas pelas professoras Jussara Alexandre e Vanessa Gnisci. Segundo elas, das 131 unidades escolares, 90 têm professores incentivadores da leitura que além de trabalharem com os livros literários usam a interpretação teatral e a contação de história como apoio.

A estimulação para a leitura começa na Educação Infantil, com crianças a partir de dois anos de idade. Para a subsecretária de Gestão Pedagógica, Magali Vizzoni, são vários os relatos positivos nas escolas. “Os professores são comprometidos e têm conseguido conquistas maravilhosas de alunos que descobriram o mundo mágico da leitura”, comemora .

A professora Cristiane Gomes, que desenvolve o projeto “Mala Viajante” na Escola de Educação Infantil José Vieira de Jesus, no bairro Cobrex é um exemplo dessa criatividade. A Mala Viajante que vai para a casa dos alunos nos fins de semana é composta de giz de cera, régua, caderno de registro e livro.

Nesta proposta, até mesmo os pais analfabetos participam do projeto, já que sensível à questão, a professora inclui na mala livros ilustrativos que possibilitam ao responsável criar histórias e conta-las as crianças. “Os alunos e os pais são estimulados a montar suas próprias histórias. O resultado tem sido prazeroso”, comemora a professora.